diplomas criados em 2012: Pai nosso, esperança e compromisso

Caríssim@s,

Saudações!

Estes são os diplomas criados pelo Secretariado Diocesano da Educação Cristã do Funchal em 2012. Destinam-se:

à festa do Pai nosso (2º ano, catecismo Ensina-nos a rezar);

à celebração da esperança (5º ano, catecismo Sereis o meu povo);

e à celebração de compromisso (9º ano, catecismo O desafio de viver), além da medalha de compromisso.

Estão disponíveis no Secretariado da Educação Cristã, na rua Fernão Ornelas, 35, 3º esquerdo, de 2ª a 6ª-feira, das 10h às 13h e das 15 às 19h.

Grato pela atenção, desejo ainda santa Páscoa no Divino Espírito Santo.

padre Héctor



51º Encontro Nacional de Catequese: «A tua fé te salvou» (Lucas 18, 42).

«Uma vez que muitos “lançaram mãos” (epikheiréo) para expor uma “narração” (diéguesis)
acerca dos “factos” (prágmata) que “foram cumpridos” (…pleroforéo) entre nós,
como no-los “transmitiram” (paradídomi) “desde o princípio” (ap’arkhês)
“testemunhas oculares” (autóptai), que se tornaram “servidores” (hyperétai) da
palavra, pareceu-me também a mim, “seguindo de perto” (parakolouthéo) tudo
“desde o começo” (ánothen), “com acribia” (akribôs), escrever-te de “forma
ordenada” (kathexês), excelentíssimo Teófilo, para que “conheças profundamente”
(epiguignósko) a “solidez” (asfáleia) das palavras acerca das quais “foste
instruído” (…katekhéo)».

Com este excerto «realçado» do Evangelho segundo são Lucas (1, 1-4), D. António
Couto acolhia os responsáveis diocesanos da catequese de Portugal reunidos em
Lamego para o 51º Encontro Nacional de Catequese, ali decorrido entre 27 e 30
de março de 2012. Neste seu primeiro ano de bispo diocesano, dirigiu-se a cada
«amigo catequista» citando o tratado judaico «Pirqê ’Abôt» (5, 25) que integra
a «Bíblia de Lamego»:

«Vira e revira a Palavra de Deus, porque nela está tudo. Contempla-a, envelhece e
consome-te nela. Não te afastes dela, porque não há coisa melhor do que ela».

Cada ano numa diocese diferente, reúnem-se os departamentos diocesanos da catequese
para pensar este âmbito prioritário da ação da Igreja e apreciar os seus
progressos nas vinte dioceses portuguesas.

Subordinado ao tema «A tua fé te salvou», o encontro deste ano contou com a intervenção do
bispo anfitrião, professor de Sagrada Escritura de muitos de nós, o qual
explanou aquela fala de Jesus no Evangelho de Lucas (18, 42). O catequista
precisa de ser possuído pela Palavra de Deus para poder comunicá-la. A Igreja
tem de deixar que Jesus torne plenos os seus planos, isto é, cheios de Deus e
não meramente humanos.

O catedrático jesuíta Domingos Terra centrou a sua temática «Só amor é digno de
fé» sobre esta experiência que o Ressuscitado transmite nas Suas aparições:
aceites as marcas do nosso passado, como o Senhor conservou as da crucifixão,
podemos ressurgir para uma vida nova, se crermos no Seu amor.

O diácono Acácio Lopes, diretor do Secretariado Nacional da Educação Cristã
(SNEC), abordou «a fé em Jesus Cristo, condição de plenitude do ser humano».

A 29 de março, a Dr.ª Cristina Sá Carvalho, responsável da catequese no SNEC, anunciou
a publicação do novo 6º catecismo para o próximo ano catequético e, entre
outras coisas, enunciou algumas questões a abordar por grupos de dioceses
naquele dia. «Que catequese desejamos ter?» Pretendia-se com esta pergunta
refletir sobre as linhas que definem a catequese. O grupo do sul e ilhas, em
que a nossa diocese se inseriu, debateu sobre os percursos diferenciados de
catequese, consoante a situação dos catequizandos e sobre a necessidade de uma
catequese não abstrata mas adaptada a tais situações, conforme propõe a IV
parte do «Diretório Geral da Catequese». Sobre o «perfil» do catequista, o dito
grupo questionou, logo, se a «formação» tem conseguido «capacitar os que são
chamados» a desempenhar tal ministério, uma vez que «a graça supõe e aperfeiçoa
a natureza» nem sempre humilde para aprender. Repleta de conteúdos e métodos, a
formação dos catequistas parece carecer de espiritualidade. Finalmente, as mesmas
dioceses de Beja, Évora, Algarve, Angra e Funchal apresentaram o que têm conseguido
fazer e as suas prioridades a curto prazo. Alguns estabelecimentos de educação
pré-escolar têm desenvolvido ações de «despertar religioso», uma modalidade de
primeiro anúncio junto das crianças que frequentam tais instituições dessas
Igrejas particulares. Escassas paróquias piloto desenvolvem diferentes
modalidades de «catequese familiar», envolvendo mais os pais na educação cristã
dos filhos. De resto, nem todas as dioceses conseguem levar os catequistas
habilitados com curso de iniciação ao curso geral. Cada um deles conta, na
nossa diocese, com 150 catequistas, em diferentes lugares. Além disto, há formações
específicas sobre temas pastorais-catequéticos: a apresentação do 4º e do 5º
catecismo, de que já existem os cartazes, o CD das músicas etc., temáticas
relacionadas com a família, a Palavra de Deus, personalidades e acontecimentos
marcantes como os 50 anos do Concílio Vaticano II. É comum às referidas
dioceses o dia do catequista. Os retiros para catequistas começam a registar
adesão.

No dia 30 de março, D. António Francisco dos Santos,
enquanto presidente da comissão episcopal que tutela a catequese, apresentou e
comentou as conclusões dos trabalhos. Houve oportunidade de celebrar na vetusta
sé de Lamego, no seu cinquentenário Seminário Maior, contactando não só com a
catequese mas coma terra e as gentes que dela são lugar e sujeito.

Héctor Figueira, diretor do Departamento da Catequese da
Infância e Adolescência



Quaresma 2012: caminhada

caminhada de Quaresma de 2012

O desafio da presente caminhada consiste em assumir, cada semana, as atitudes em título («Eu confio», por exemplo)

sugeridas pela Palavra de Deus. Como dinâmica, pode-se escolher uma figura que represente cada atitude (mão em

posição de compromisso, por exemplo). Destas e/ou da frase em título pode-se fazer um «puzzle», que os

catequizandos construirão, de modo a descobrir e viver a dita atitude.

LEITURAS DOMINICAIS E DESAFIO
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1ª semana da Quaresma – 25 e 26 de fevereiro
Eu confio
«…Nos dias de Noé… poucas pessoas… se salvaram através da água… figura do Batismo que agora vos salva, que… é… o

compromisso para com Deus…» (1 Pedro 3, 18-22).
**********************************
2ª semana da Quaresma – 3 e 4 de março
Eu sou fiel
«Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João… Transfigurou-se diante deles… Ordenou-lhes que não contassem a ninguém o

que tinham visto, enquanto o Filho do homem não ressuscitasse dos mortos. Eles guardaram a recomendação…» (Marcos

9, 2-10).
**********************************
3ª semana da Quaresma – 10 e 11 de março
Eu arrependo-me
«…Jesus subiu a Jerusalém. Encontrou no templo os vendedores… Expulsou-os a todos… (João 2, 13-25).
**********************************
4ª semana da Quaresma – 17 e 18 de março
Eu mudo de vida
«…Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele…» (João 3, 14-

21).
**********************************
5ª semana da Quaresma – 24 e 25 de março
Eu encontro Deus
«…Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar, Marta saiu ao seu encontro, enquanto Maria ficou sentada em casa…

Jesus… bradou com voz forte: “Lázaro, sai para fora”…» (João 11, 1-45).
**********************************
6ª semana da Quaresma – 31 de março e 1 de abril
Eu louvo o Senhor
«A grande multidão… apanhou ramos de palmeira e saiu ao seu encontro, clamando: “Hossana! Bendito O que vem em

nome do Senhor, o Rei de Israel”…» (João 12, 12-16).
**********************************
2 semana da Páscoa – 7 e 8 de abril
14 3 15 de abril
Eu ressuscito
«…Muitos milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos… Estes… foram escritos para acreditardes que Jesus é o

Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome» (João 20, 19-31). Sublinhámos.
**********************************



Jornada Diocesana do Apostolado dos Leigos 19nov2011

Caros Amigos, boa tarde!

Partilho algumas fotos da Jornada Diocesana do Apostolado dos Leigos, evento
que decorreu no Colégio de Santa Teresinha no passado Sábado, dia 19 de
Novembro.

Muito obrigado pela dedicação, esmero, disponibilidade e serviço!
Um muito obrigado, muito grande e especial, às Irmãs Franciscanas de Nossa
Senhora das Vitórias, pelo seu acolhimento e generosidade.

Abraço,
Gerardo.



Jornada Diocesana do Apostolado dos Leigos 19nov2011

Caros Amigos, boa tarde!

Partilho algumas fotos da Jornada Diocesana do Apostolado dos Leigos, evento
que decorreu no Colégio de Santa Teresinha no passado Sábado, dia 19 de
Novembro.

Muito obrigado pela dedicação, esmero, disponibilidade e serviço!
Um muito obrigado, muito grande e especial, às Irmãs Franciscanas de Nossa
Senhora das Vitórias, pelo seu acolhimento e generosidade.

Abraço,
Gerardo.



Jornadas Nacionais de Catequese

A CATEQUESE E A
FAMÍLIA

A propósito das Jornadas Nacionais de Catequistas 2011, realizadas em Fátima
nos dias 7, 8 e 9 do corrente:

Num universo de mais de setecentos catequistas vindos de todas as dioceses
do país, – o Funchal também esteve presente com a participação de vinte e sete
catequistas -, posso testemunhar o seguinte:

Toda aquela Acção Formativa focalizando citações bíblicas, ou do Magistério
da Igreja, teve como preocupação central mostrar a viabilidade de uma
catequese que envolva
a família, sendo esta em simultâneo sujeito e
agente da pastoral catequética.

Na sequência da afirmação: “A
catequese familiar, portanto, precede, acompanha e enriquece todas as outras
formas de catequese”. (CT68), e outras similares, o professor Emílio
Alberich, considerado catequeta europeu, ao longo da conferência que proferiu
intitulada: “A Família Lugar
Privilegiado de Educação Religiosa”,
disse:

“Na família, há vida quotidiana em construção e
em expressão que transpira em ambiente educativo. Ser, estar, agir, transcender
são verbos de conjugação contínua e permanente no seio da vida familiar. São e
constituem a expressão encarnada e concreta do verbo educar. Necessariamente e
intrinsecamente, da educação cristã. Não é, portanto, uma ou duas horas
semanais de catequese formal que edifica a educação cristã. Isto se
considerarmos a expressão – cristão – na substantividade da pessoa a construir,
e não apenas como qualitativo do indivíduo a exibir. Por isso, não é ousado
dizer que a primeira, a mais importante das tarefas pastorais eclesiais é a
evangelização das famílias. O que nos leva à conclusão de que não há catequese
da infância e adolescência real, verdadeira, significativa e eficaz, sem
catequese familiar.” E apontou como exemplo do que se vai fazendo, algumas experiências, com
destaque para a referência CF chilena.*

Depois, os oradores: Padre, Vasco da Cruz Gonçalves, e a Doutora M. Isabel
Oliveira, seguindo a mesma linha de pensamento afirmaram:

“A Catequese Familiar é um modelo de conversão
missionária da catequese, permite uma transição e realiza um novo paradigma de
catequese. A família lugar da comunicação da fé, tantas vezes marginalizada por
uma tradição que “delegou” noutros a educação da fé, deve retomar o seu papel
insubstituível e transformar-se naquele lugar privilegiado – qual “Igreja
doméstica”-, onde os pais honram a sua condição de “primeiros catequistas”. O
caminho não é fácil, mas já vão surgindo algumas experiências de Catequese
Familiar (CF) como passos dados na valorização da rica virtualidade da família
como lugar de educação da Fé.”

A Dra. Isabel Oliveira demonstrando grande empenho, entusiasmo e total
confiança nesta nova forma de catequizar, disse que os catequetas apontam para
a Catequese Intergeracional como processo para solidificar os alicerces da
fé numa comunidade de crentes.
E acrescentou: “Urge a pedagogia do testemunho. Viver, contar o que se vive,
evangelizar e continuar. Temos que levar a frescura de quem seduz para Deus e
contar com a acção do Espírito que mobiliza e impulsiona”.

Deixei-me contagiar pelo ardente entusiasmo de quem é interpelado e tem a certeza
de levar novo fermento à massa gigantesca da construção do Reino no hoje da
nossa história e na continuidade de ser Igreja no mundo.

* Nasceu na arquidiocese de Santiago do Chile, estendendo-se
progressivamente às outras dioceses chilenas, logo após o Concílio, tendo o
mérito de ser uma das primeiras experiências deste tipo de catequese a
transformar-se em actividade pastoral prioritária, a nível nacional. O seu
carácter popular, os efeitos que produziu e a sua vasta difusão, tornaram-se
uma referência incontornável na abordagem da CF. Surgindo, inicialmente como
apoio à catequese infantil, a CF passou a centrar-se nos adultos como os
primeiros sujeitos do itinerário de evangelização e catequese. Esta CF tem
fundamentalmente três objectivos, sendo progressivamente desenvolvidos ao longo
de dois anos: evangelizar os pais, aproveitando a preparação dos filhos para a
Primeira Comunhão; orientar as famílias para uma integração activa nas suas
paróquias; despertar e promover o compromisso social nos pais e nos filhos como
fruto da sua adesão a Cristo.

Maria Ivone Andrade, membro do Departamento da Catequese da
Infância e Adolescência do Secretariado Diocesano da Educação Cristã, do
Funchal



novo 5º ano no Funchal

Rev.mo Sr. P.e,
Ex.mo Sr.(a) Catequista Responsável,
Ex.mo/a jornalista,

O nosso Departamento da Catequese da Infância e Adolescência informa  que chegou, finalmente [na tarde do dia 10 de outubro de 2011], à sede do Secretariado Diocesano da Educação  Cristã o novo catecismo e respetivo guia do 5º ano «Sereis o meu Povo».

Poderá ser ali adquirido, de 2ª a 6ª-feira, das 10 às 12 horas e das  15 às 18 horas.

Obrigado.

Boas.

padre Héctor, diretor do Departamento, coordenador do Secretariado



Plano pedagógico do 5º catecismo novo

 

Plano Pedagógico do Catecismo 5 em texto simples

**********************************************************BLOCO 1: UM DEUS QUE CAMINHA COM OS HOMENS**********************************************************

CATEQUESE 1

OBJECTIVOS – Descobrir que Deus tem um projecto para todos os homens e mulheres: oferecer-nos a possibilidade de sermos felizes, de nos realizarmos totalmente, de termos Vida plena e eterna… a salvação.

- Descobrir que a vida tem um sentido e que podemos avançar pela vida com a certeza de que Deus vai connosco, nos ama e cuida de nós.

- Ficar feliz por fazer parte do projecto de Deus e sentir vontade de escutar esse/este Deus que nos indica caminhos de felicidade e de Vida.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – As agendas: um projecto para as férias.

Um projecto, o que é?

O projecto de Deus.

O nosso papel no projecto de Deus

PALAVRA - Sl 33, 11

Ez 34,
11-16

Ex 2,
23-25;
3, 7-8a

Ex 15, 1-3

2 Sam 22, 1-4

Is 12, 1-6

EXPRESSÃO DE FÉ – Ser felizes:

Um Projecto de

Vida em Deus

COMPROMISSO – Rezar todos os dias a oração “Sei que Tu tens um projecto de felicidade para todos os homens e as mulheres”

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Preparar as Barras Cronológicas a entregar às crianças.

Recuperar as «Agendas da Palavra de Deus Pela Minha Vida Fora»

CATEQUESE 2

OBJECTIVOS – Compreender que Deus é a fonte e a origem de todas as coisas criadas pois a criação é fruto do imenso amor de Deus, que quis proporcionar aos seus filhos e filhas a possibilidade de habitarem uma “casa” onde tenham todas as condições para encontrarem vida e para serem felizes;

- Desenvolver um sentimento de gratidão para com Deus pela sua obra maravilhosa em nosso favor e sentir a responsabilidade de O louvar por isso;

- Aprender a respeitar a obra de Deus evitando tudo aquilo que possa destruir a harmonia e a beleza desse “mundo bom” que Deus preparou para nós.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – A complexidade e a beleza do Universo, criado por Deus

PALAVRA -Gen 1,
1-2. 4a

EXPRESSÃO DE FÉ – «Louvado sejas, ó meu Senhor»

COMPROMISSO – Continuar a escrever o salmo rezado:

Aprender a agradecer a Deus todas as coisas boas e belas da nossa vida

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Preparar o material para a Semana da Criação ou a Encenação da Obra da Criação (inclui copiar o texto da encenação)

Preparar o marcador para a oração que as crianças vão continuar a escrever, se for o caso

CATEQUESE 3

OBJECTIVOS – Descobrir que Deus criou os seres humanos “à sua imagem e semelhança” e que neles palpita a vida do próprio Deus, o que os faz diferentes de todos os outros seres criados;

- Entender que o homem e a mulher têm, por isso, uma suprema dignidade, contra a qual ninguém poderá atentar sem pôr em causa o projecto de Deus;

- Perceber que os seres humanos foram criados para a relação, para a comunhão e que a sua vocação é o amor: por isso, Deus criou-os homem e mulher e entregou-os um ao outro para desenvolverem essa vocação à comunhão e ao amor.

- Reconhecer que os seres humanos têm como missão colaborar com Deus na contínua recriação do mundo, fazendo com que o “sonho” de Deus para o mundo se realize.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – A variedade, complexidade e beleza dos seres vivos: «e Deus viu que isto era bom».

Os seres humanos: uma obra especial do amor de Deus,

«à imagem e semelhança de Deus»

PALAVRA -Gen 2,
4b-24

Gen 1,
26-29

EXPRESSÃO DE FÉ – «Cada um de nós é imagem de Deus»

Sl 8, 5-10

Sl 139, 13-18

COMPROMISSO – Mensagem para Deus que me criou:

Para partilhar com a família, rezando

Sl 139, 13-18

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Seguindo atentamente a Introdução, preparar os textos que serão lidos e rezados na Palavra;

Preparar as fotos/recortes indicados

CATEQUESE 4

OBJECTIVOS – Constatar que o mal é uma realidade que está presente no caminho que, todos os dias, os homens e mulheres percorrem, levando as crianças a interrogar-se livremente sobre a origem dessa realidade.

- Descobrir que, em boa parte, o mal resulta das escolhas erradas que fazemos: quando nos recusamos a ouvir as indicações de Deus e escolhemos os caminhos que mais nos agradam, estamos, muitas vezes, a magoar os outros e a preparar, para nós próprios, situações sem saída, que não nos ajudam a crescer.

- Perceber que as propostas de Deus nos ajudam a evitar o mal e nos indicam caminhos de Vida e de felicidade, despertando nas crianças a vontade de conhecer “as palavras” que Deus nos diz e a conhecer os caminhos “bons” que Deus nos aponta.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – Deus criou-nos para a felicidade

Nós temos como missão colaborar com Deus na recriação do mundo.

No mundo há sofrimento, que oculta o projecto de Deus para nós: sermos felizes

PALAVRA -Gen 3,
1-19.23

Gen 4,
1-16

EXPRESSÃO DE FÉ – Para vencer o mal: conhecer a Palavra de Deus, escutá-la e praticá-la.

Sl 51, 3-6a.9.11

Sl 51, 12-14

«Perdoa, Senhor, o nosso dia»

COMPROMISSO – Mudar o coração: escolher o bem, fazer o bem.

Ajudar alguém a ser feliz.

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Preparar os materiais da Expressão de Fé;

Prever uma máquina fotográfica para registar a montagem realizada pelas crianças.

CATEQUESE 5

OBJECTIVOS – Descobrir que o projecto salvador de Deus é um projecto vivido em comunidade.

- Descobrir uma realidade que se chama “o Povo de Deus”: uma comunidade de pessoas, sem fronteiras de raça ou de cultura, que escutam o chamamento de Deus e que querem viver as suas propostas e desafios pois sabem que é nesse caminho que encontrarão a vida, a felicidade, a plena realização.

- Experimentar, com vontade e com gosto, o que é integrar a comunidade do Povo de Deus, partilhando com outros irmãos e irmãs o percurso ao encontro de Deus.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – Caminhar, viajar, com o outro torna tudo mais fácil e mais bonito: preparar-se para conhecer e compreender a caminhada do Povo de Deus, de que se faz parte

PALAVRA -Ex 19, 5-6

Is 41, 8-10

Lc 14,
16-23

EXPRESSÃO DE FÉ – «Também sou teu Povo,

Senhor»

COMPROMISSO – Pintar o meu lugar na

Comunidade de Fé

(Barra Cronológica = BC)

Cantar a redescoberta dessa pertença

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Preparar-se, com leitura e oração, para abordar com as crianças a problemática do mal (por exemplo, consultar o Catecismo da Igreja Católica;

Preparar com cuidado o cântico da Expressão de Fé.

CATEQUESE 6

OBJECTIVOS – Contactar com a figura de Abraão, conhecê-la e situá-la no início da caminhada do Povo de Deus.

- Descobrir que há “qualidades” – as mesmas que a catequese de Israel atribui a Abraão – que são imprescindíveis para uma pessoa integrar essa comunidade que é o Povo de Deus: a capacidade de escutar Deus, de aceitar o seu chamamento, de acolher as suas indicações, de percorrer os caminhos que Ele propõe.

- Experimentar a felicidade de fazer parte desse Povo que começou com Abraão e que é chamado a viver uma relação de comunhão, de proximidade e de familiaridade com Deus.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – Os povos têm histórias: líderes, caminhos, vitórias e dificuldades

PALAVRA -Gen 12,
1-9

EXPRESSÃO DE FÉ – O desafio que nos coloca a vocação de Abraão: «Parte da tua terra e vai»

Oração: aprender com Abraão

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – No final desta cat., pedir às crianças para conversarem com as famílias sobre eventuais processos migratórios a que estas estiveram sujeitas (Exp. Humana da cat. 7) segundo o documento 5 dos anexos.

Procurar receber essas informações com antecedência

CATEQUESE 7

OBJECTIVOS – Constatar que Deus está sempre presente no caminho que o seu Povo percorre pela história e que Ele é, até, capaz de aproveitar os nossos erros, as nossas fragilidades, as coisas más que nos acontecem para, a partir daí, preparar dinamismos que nos trazem vida, felicidade, libertação.

- Descobrir que a nossa felicidade não está nas cedências à facilidade, aos projectos egoístas, às modas passageiras, aos aplausos das maiorias ou dos “fazedores” de opinião, mas está na fidelidade aos caminhos, às propostas, aos valores de Deus.

- Potenciar a vontade de ser bom, de ser verdadeiro, de ser honesto, de ser misericordioso, de ser capaz de perdoar as ofensas, para se tornar um sinal de Deus no meio do mundo e uma fonte de bênção para todas as pessoas que vivem à nossa volta.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – Mudar de terra, mudar de vida, exige um grande esforço e coragem.

Deus nunca nos abandona à nossa sorte.

O que é que Deus deseja para nós?

PALAVRA -Gen 37, 23-25.28

Gen 39, 2-5

Gen 39, 21-23

Gen 50, 15-21

EXPRESSÃO DE FÉ – As Atitudes de Vida que aprendi com José: Quero ser sempre…

«Se me envolve a noite escura… nada temo porque o Pai está comigo»

COMPROMISSO – Praticar durante a semana as atitudes aprendidas com José e registadas na BC.

Depois de, cada dia, fazerem a sua avaliação, cantam o cântico “Se me envolve a noite escura”

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Se tem informações sobre os processos migratórios das famílias, adequar as imagens escolhidas a essas situações.

Pedir às crianças (o catequista também prepara) para trazerem para a catequese fotos de familiares falecidos que são uma referência para a família.

CATEQUESE 8

OBJECTIVOS – Conhecer modelos de vida, de fé, de confiança em Deus, de compromisso com Deus, de doação aos outros, com quem nos podemos identificar.

- Perceber que Deus chama homens e mulheres “normais” (frágeis, com defeitos e qualidades) para colaborar com Ele no seu projecto e conta com todos os membros do seu Povo para oferecer ao mundo e à humanidade a sua vida e a sua salvação.

- Aprender valores e comportamentos que devem estar sempre no horizonte dos membros do povo de Deus: a escuta atenta dos apelos de Deus; a luta contra a injustiça; a solidariedade para com os pobres e abandonados; a fidelidade à própria fé e aos valores em que se acredita.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – Em cada família e em cada comunidade, há pessoas que são chamadas a tornar-se uma referência, um exemplo, um orgulho para os demais membros.

PALAVRA -Usando a BC como guia de leitura:

Jz, 13-16

Rt 1,
1-14-17

Est4C, 12-18

2 Mac 7, 1-41

EXPRESSÃO DE FÉ – Deus chama pessoas comuns e confia uma missão.

É preciso escutar Deus com bondade, generosidade…

Oração:

- espontânea

- recitada

- Cânt. «Deus precisa de ti»

COMPROMISSO – Registar na página 40 do catecismo e ler, durante a semana, os textos bíblicos:

- Sansão: Jz 13-16;

- Rute: Livro de Rute;

- Ester: Livro de Ester;

- Irmãos Macabeus:

2 Mac 7, 1-42;

Depois da leitura, rezar com a oração colada na BC.

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Começar a preparar a CELEBRAÇÃO DE NATAL

Providenciar os Terços ou Dezenas a oferecer às crianças (catequese 9 ou 10) e a oferta para a catequese 10.

CATEQUESE 9

OBJECTIVOS – Descobrir que Maria de Nazaré, ao escutar as propostas de Deus e ao dizer-lhes “sim”, teve um papel decisivo na hist. da salvação.

- Descobrir a importância de dizer “sim” às propostas de Deus: é dessa forma que Deus se torna presente no mundo, que Deus “nasce” no mundo para o transformar e salvar.

- Sentir a importância de, a exemplo de Maria, levar Cristo ao encontro das outras pessoas através de gestos concretos de solidariedade, de partilha, de serviço, de doação.

- Perceber a importância de Maria de Nazaré e a admirá-la pelas razões certas (nota: por vezes, a piedade popular sublinha, em Maria, o acessório e esquece o essencial).

EXPERIÊNCIA

HUMANA – O bem

A caridade

Quem os viveu plenamente?

A colaboradora especial de Deus:

Maria

PALAVRA -Lc 1,
26-38

Lc 1,
39-45

EXPRESSÃO DE FÉ – «Nossa Senhora do ‘sim’»:  o que tenho a dizer-te?

Descobrir a Oração do Rosário

COMPROMISSO – Rezar o Terço em família

Preparar o compromisso de Natal

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Enviar os convites para a Família (página 44 do catecismo)

Garantir a preparação do Compromisso de Natal

Ensaiar a evocação da história da salvação

Preparar o convívio

CATEQUESE 10

OBJECTIVOS – Celebrar o Natal de Jesus.

- Enquadrar o nascimento de Jesus no cenário da história da salvação, aprendendo a ver nesse facto o passo supremo de Deus para vir ao nosso encontro e oferecer-nos uma proposta de salvação e de Vida verdadeira.

- Sentir vontade de acolher Jesus e de aceitar a proposta de vida que Ele traz.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – Evocação da história da salvação

PALAVRA -Lc 2, 1-18

EXPRESSÃO DE FÉ – Adorar o Menino

COMPROMISSO – Convívio; estimular as famílias a colaborar na realização dos compromissos das crianças

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Preparar com muito cuidado a Introdução da cat. 11, repartindo a leitura pelos vários dias da semana; preparar a Encenação de Moisés.

Convidar as pessoas que vão participar na Experiência Humana da cat. 11.

********************************BLOCO 2: Um Deus que salva e liberta o seu Povo**********************************************************

CATEQUESE 11

OBJECTIVOS – Descobrir um Deus que não se conforma com a maldade, a opressão e a injustiça e quer oferecer a todos os homens e mulheres a Vida, a liberdade, a salvação.; *- Perceber, através da história de Moisés, que Deus chama pessoas para serem sinais e testemunhas do seu projecto de vida, de liberdade e de felicidade para todos os seus filhos e filhas.; *- Sentir vontade de colaborar com Deus, através de atitudes e de gestos concretos, na construção de um mundo de justiça, de liberdade, de paz e de felicidade para todos os seres humanos.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – A missão,
o que é.

PALAVRA -Ex 2, 23
– 3, 12. 4,10-12

EXPRESSÃO DE FÉ – “Deus quer a tua ajuda para amar”

Senhor Deus, nós te agradecemos…

… a missão.

COMPROMISSO – Compromisso em favor da liberdade, da justiça, do bem…

«Eu estarei na tua boca e te ensinarei o que deves dizer».

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Ter presente a importância pedagógica do cântico escolhido para esta catequese.

CATEQUESE 12

OBJECTIVOS – Reforçar a ideia de que Deus tem um projecto de Vida e de salvação para o seu Povo através do conhecimento mais aprofundado da história maravilhosa da libertação do Povo de Deus, oprimido e escravizado pelo faraó do Egipto.

- Perceber que a acção de Deus no sentido de libertar os hebreus não foi uma acção isolada e irrepetível, mas constitui um padrão que define a modo de ser de Deus; e que, portanto, podemos esperar intervenções semelhantes de Deus sempre que a morte e a opressão nos cercarem.

- Confiar neste Deus que salva e liberta, e fazer com que ela se sinta feliz por pertencer a um Povo que Deus acompanha, no seu caminho histórico, com solicitude e amor.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – Compromisso em favor da justiça, liberdade, bem…; *«Eu estarei na tua boca e te ensinarei o que deves dizer»: avaliar e contar; *as situações de injustiça e de maldade que conhecemos.

PALAVRA -Ex 14,
15-16.
21-31

EXPRESSÃO DE FÉ – Sl 98, 1-9, na página 55 do catecismo.

Ex 15, 1-2.3-4.6.13

COMPROMISSO – Quando tive medo…

Registar na BC tudo de bom que vai acontecendo ao longo da semana;

Rezar o Sl 98, 1-9

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Rever a catequese sobre o Matrimónio no catecismo 3.

CATEQUESE 13

OBJECTIVOS – Descobrir que o Deus libertador quis convidar Israel para uma “aliança”, isto é, para viver uma relação especial com Deus, para ser um Povo diferente dos outros, um Povo à parte, um Povo comprometido com Deus, dedicado a Deus e capaz de dar testemunho da salvação de Deus no meio do mundo.

- Perceber que aceitar este desafio é exigente e “obriga” a seguir um caminho claro: viver para Deus, na escuta das propostas de Deus, mostrando em gestos concretos a santidade, a bondade, a misericórdia, o amor de Deus.

- Compreender que os “mandamentos” propostos por Deus ao seu Povo não são uma forma de Deus nos escravizar ou controlar, mas são as indicações de Deus para que possamos viver sempre livres e felizes.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – Aliança: duas pessoas que se amam prometem ficar juntas e ser amigas uma da outra.; *; *Contrato, compromisso, acordo

PALAVRA -Recordar

Ex 19, 3-6

Ex 20,
1-17

EXPRESSÃO DE FÉ – Compreender o que significam, hoje, os Mandamentos da Lei de Deus:

“Tens palavras de vida eterna,

… caminhos de justiça.”

Sl 119, 1-2.4-5.15-16.34-35, 97-98

C COMPROMISSO – olocar em prática os Mandamentos como uma experiência de liberdade e procura do bem

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Rever as catequeses sobre os Mandamentos, no catecismo 4;

Recuperar o material da Pasta de Material Pedagógico Auxiliar do catecismo 4.

Preparar o material da

Expressão de Fé

Escolher a opção da Experiência Humana da catequese 14

CATEQUESE 14

OBJECTIVOS – Descobrir que o Povo de Deus que caminha pela história é um Povo peregrino, sempre a caminho, e que, ao longo desse caminho, nunca está sozinho nem entregue a si próprio: Deus acompanha sempre o seu Povo, oferecendo-lhe, a cada momento e a cada passo, a vida e a salvação;

- Perceber que, ao longo desse caminho, temos de crescer – isto é, temos de aprender a deixar o egoísmo, a acomodação, a imaturidade, o medo de avançar, para aprendermos a confiar em Deus, a preocupar-nos com os que caminham ao nosso lado, a sentirmo-nos comprometidos com a construção de um mundo novo;

- Descobrir que a Igreja nos proporciona, em certas alturas da caminhada que fazemos ao longo do ano litúrgico, um “tempo favorável” para repensarmos a nossa vida, para recentrarmos os nossos objectivos, para redefinirmos as nossas metas, para renovarmos a nossa existência, de modo que tenhamos a possibilidade de dar sentido à nossa vida e à nossa caminhada.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – Peregrinar: uma experiência para a minha fé

PALAVRA -Ex 15,
22-27

Ex 16,
6-13

Ex 16, 13b-36

Ex 17, 1-7

EXPRESSÃO DE FÉ – Silêncio: queremos mudar a nossa vida; escolho algo concreto para mudar…

Atravessar o deserto: na BC, escrever algo de bom e generoso que cada um quer fazer durante a Quaresma.

«Também sou teu povo, Senhor»

Oração: “Tu és um Pai que cuida de nós.

Obrigada, Senhor Deus”

COMPROMISSO – Cumprir e avaliar todos os dias o compromisso da Quaresma

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Convidar as pessoas que vão participar na Experiência Humana PEREGRINAÇÃO – e prepará-la.

Preparar os materiais para a catequese 15, Palavra.

15

OBJECTIVOS – Conhecer David, o homem a quem Deus confiou a missão de unir e de conduzir o seu Povo;

- Aprender, através da figura de David, algumas “qualidades” humanas: a aceitação dos desafios que Deus apresenta, a magnanimidade, o perdão aos inimigos, a humildade diante de Deus, o reconhecimento dos próprios erros e falhas;

- Recordar algo que já foi descoberto em encontros anteriores: Deus salva o seu Povo e age na vida do seu Povo através das pessoas que Ele chama e a quem Ele confia determinada missão;

- Aprender a ver o poder, não como um privilégio, mas como um

EXPERIÊNCIA

HUMANA – Como os povos sentem necessidade de ter um guia, alguém que os oriente e proteja

PALAVRA -1 Sam 16, 1.4-13

EXPRESSÃO DE FÉ – Sl 103, 1- 13:

«Bendiz, ó minha alma, o Senhor» na página 68 do cat.

«Cantarei ao Senhor enquanto viver»

COMPROMISSO – Cumprir e avaliar o compromisso da Quaresma

Rezar Sl 103, 1 – 13

CATEQUESE 16

OBJECTIVOS – Descobrir que, ao longo da história da salvação, Deus falou muitas vezes ao seu Povo através de pessoas – os Profetas.

- Entender que Deus, para comunicar com a humanidade, escolhe pessoas, chama-as, e envia-as a dizer aos homens, com palavras humanas, aquilo que Ele quer comunicar-nos e propor-nos.

- Conhecer alguns profetas de Israel;

- Sentir vontade de ser profeta – isto é, de ser, no mundo, voz de Deus e sinal vivo da vida e da salvação de Deus.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – Todos somos chamados a desempenhar uma dada missão: ser intérpretes … de Deus

PALAVRA -Jer 1, 4-10

EXPRESSÃO DE FÉ – Oração:

“Pela boca dos teus profetas”

“Senhor Deus”… aceito ser teu profeta!

COMPROMISSO – Compromisso da Quaresma, numa perspectiva profética:

Como os outros vêem Deus através de mim.

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Preparar com atenção e cuidado os esclarecimentos a dar sobre os Profetas

CATEQUESE 17

Em tempo de Quaresma:

OBJECTIVOS – Levar a criança a perceber que o apelo à conversão está sempre no horizonte da caminhada do Povo de Deus, pois Deus está sempre a desafiar o seu Povo no sentido de não se acomodar e de ir sempre mais além nos caminhos da vida e da felicidade.

- Descobrir o significado da “conversão”: voltar de novo o olhar e o coração para Deus e fazer com que Deus volte a estar no centro da nossa existência; fazer com que as palavras e indicações de Deus influenciem decisivamente as nossas escolhas, os nossos gestos, as nossas atitudes, os nossos valores; prescindir dos deuses e das propostas de felicidade e de realização que nos afastam de Deus e dos seus caminhos.

- Definir, concretamente, o caminho a seguir e as atitudes a tomar para aproveitar a oportunidade de conversão que, neste tempo, é dada ao Povo de Deus.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – Errar e reparar o erro: a história das crises humanas e da sua resolução

PALAVRA -Os 14,
2-3.5-9

Is 1,16-18

Jer 7,
23-26

Jer 4,1-4

Ez 18,
30-32

Jl 2,12-13

Pag. 74 e 75 do cat.

EXPRESSÃO DE FÉ – BC: “Na minha vida vou mudar…”

Sl 51, 1-6.11-14, na pág. 76 do cat.

COMPROMISSO – Continuar o compromisso da Quaresma;

Tentar memorizar o Salmo de David.

Reflectir sobre como continuar a mudar a sua vida.

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Preparar a revisão dos conteúdos da BC desde a catequese 14 até à 18.

Convidar uma religiosa Missionária da Caridade para dar testemunho e preparar em conjunto a Experiência Humana da catequese 19.

CATEQUESE 18

OBJECTIVOS – Conhecer a etapa da vida do Povo de Deus que é o Exílio na Babilónia.

- Perceber que Deus nunca abandona o seu Povo e que, mesmo quando parece ausente ou desinteressado, continua a desenrolar o seu Plano de salvação e de vida.

- Entender que o sofrimento pode ser uma oportunidade para crescer, para amadurecer, para renovar-se, para alargar os horizontes e compreender melhor o projecto de Deus para nós e para o mundo.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – No mundo, muitos milhões de pessoas vivem situações de grande dificuldade pois foram obrigadas a abandonar as suas casas, o seu país, as suas vidas: a problemática do exílio.

PALAVRA -Sl 137, 1-4

Ez 18,
25-32

Is 49,
14-16

EXPRESSÃO DE FÉ – Sl 79,
1-4.9.11.13

na pág. 80 do cat.

“Senhor, nós sabemos que tu estás do nosso lado e cuidas de nós”

«Eis o tempo da conversão»

COMPROMISSO – Rever os conteúdos da BC (cat. 14-18).

Reflectir sobre um momento de sofrimento que nos ajudou a ser uma melhor pessoa.

Cumprir com alegria e com esperança.

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Preparar as pulseiras a oferecer às crianças na catequese 19.

CATEQUESE 19

OBJECTIVOS – Confirmar a descoberta fundamental deste ano: Deus acompanha cada passo da caminhada histórica do seu Povo – mesmo que o Povo, de forma leviana, escolha viver à margem de Deus – e nunca desiste de lhe oferecer vida, salvação, esperança.

- Compreender que Deus não se manifesta no poder, na grandeza, nos gestos majestosos e espectaculares; descobrir que Deus se revela nos gestos simples (e, tantas vezes, anónimos) de doação, de entrega, de serviço, de amor.

- Aceitar esta ideia difícil e “incoerente” para a “lógica” do nosso tempo: do sofrimento nasce, muitas vezes, a vida e a libertação.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – Escolher o serviço dos mais pobres

PALAVRA -Is 42,
1-4,6-7

Is 50, 6-8

Is 53,
2-6.10-11

EXPRESSÃO DE FÉ – “Para além dos meus medos”

«Senhor, tu és a nossa vida e a nossa luz»

COMPROMISSO – Aproxima-se a Páscoa: “aprender a ser servo do Senhor”, escolhendo duas atitudes dos intérpretes de Deus;

Rezar Sl 79, 1-4,9.11.13,

na pág. 80 do cat.

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Enviar os convites para a Celebração da Páscoa:

Trazer a família e algum amigo que não vai à catequese.

Ensaiar a CELEBRAÇÃO e preparar o convívio.

CATEQUESE 20

OBJECTIVOS – Celebrar o mistério pascal.

- Descobrir o sentido fundamental da festa da Páscoa: celebramos o facto de Jesus Cristo, ao cumprir até à cruz o plano do Pai, nos ter libertado de tudo aquilo que nos escravizava e destruía, oferecendo-nos a possibilidade de encontramos uma vida nova e definitiva.

- Sentir a alegria da vida nova que brota de Jesus ressuscitado.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – Reunir-se para celebrar a ressurreição do Senhor, após um caminho quaresmal de conversão

PALAVRA -Lc 22,7-20

EXPRESSÃO DE FÉ – Dar testemunho da sua fé:

«Aleluia, Ele é o Senhor»

COMPROMISSO – Testemunhar a vida nova que Jesus nos deu e que queremos mostrar a todos os homens e mulheres.

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Levar as crianças a participar no Tríduo Pascal.

**********************************************************BLOCO 3: Um Deus que actua no mundo através da sua Igreja**********************************************************

CATEQUESE 21

OBJECTIVOS – Descobrir o “Evangelho” da Ressurreição: esse Jesus que os homens condenaram à morte e crucificaram numa cruz está vivo, porque Deus fê-lo vencer a morte e o túmulo.

- Descobrir que a Ressurreição de Jesus garante a verdade e a autenticidade do caminho que Ele veio propor aos homens: ao ressuscitar o seu Filho, Deus disse-nos que a proposta de Jesus é verdadeira e válida para quem quer encontrar Vida.

- Perceber que a Ressurreição de Cristo também nos afecta a nós: quem adere a Cristo e percorre o caminho que Ele indicou, está “condenado” a ressuscitar, como Ele, está destinado à Vida eterna e verdadeira.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – Morte e vida na natureza e na nossa experiência.

PALAVRA -Lc 24,
1-12

Lc 24,
36-43

EXPRESSÃO DE FÉ – “Jesus ressuscitado, mostra-nos o caminho”

«Sou de Cristo, sou feliz»

COMPROMISSO – Jesus mostra-nos o caminho de vida:

O que é a

Verdadeira Vida?

Ler Lc 22 – 24, registar aquilo de que mais gostei

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Preparar com especial cuidado os textos da Palavra, recorrendo à Introdução.

Preparar em fichas as explicações a fornecer às crianças.

CATEQUESE 22

OBJECTIVOS – Descobrir que a Ressurreição de Jesus encerra um dinamismo de Vida nova, de uma Vida que nos torna homens e mulheres novos e que constrói a comunidade de Jesus.

- Perceber que essa Vida nova que nos é oferecida deve chegar, através do nosso testemunho, a todos os homens e mulheres, libertando-os da escuridão, do sofrimento, da escravidão.

- Viver na alegria a certeza desta Vida nova.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – Toda a vida tem sentido?

A presença de Deus na vida das pessoas.

PALAVRA -At 2, 42-47

At 3,1-16

EXPRESSÃO DE FÉ – Silêncio.

Ter féem Jesus Cristo, Ser Testemunha (BC) «Eis como alguns de nós já se apressam»

“Eu quero, ó Jesus, ser testemunha da tua Vida nova”

COMPROMISSO – Comprometo-me a espalhar a Boa Nova (BC)

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Recolher e preparar os materiais simbólicos da catequese 23.

CATEQUESE 23

OBJECTIVOS – Descobrir que Jesus, depois de uma vida dada ao Pai e à concretização do seu projecto de salvação da humanidade, reentrou na Glória de Deus, nesse mundo novo e definitivo, e ficou para sempre junto do Pai, plenamente glorificado.

- Perceber que essa é a “meta final” de quem percorre na terra um caminho semelhante ao que Jesus percorreu: está destinado à Vida plena, à comunhão plena com Deus.

- Descobrir que a “partida” de Jesus deste mundo nos deixa como responsáveis pelo testemunho desse projecto de Vida que Jesus veio apresentar à humanidade: os discípulos são as “testemunhas”, no tempo e na história, do projecto salvador de Deus.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – O sol, fonte de vida

PALAVRA -At 1,3-11

EXPRESSÃO DE FÉ – Silêncio

“Senhor Jesus,

 tu estás connosco”

Mt 28, 20

COMPROMISSO – Uma atitude de amor, de bondade e de justiça que quer viver esta semana.

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Ter em atenção a preparação dos silêncios…

CATEQUESE 24

OBJECTIVOS – Perceber que Jesus, ao partir deste mundo, deixou aos seus discípulos o Espírito Santo, esse Espírito que sempre o acompanhou e animou na missão que o Pai lhe confiou.

- Compreender que o Espírito faz de nós Pessoas novas, capazes de dizer “não” ao mal e de viver de acordo com as propostas de Jesus, anima a comunidade que nasce de Jesus e a acompanha no seu caminho pela história.

- Aprender a descobrir os sinais da presença do Espírito Santo na nossa vida e na vida do mundo.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – O fogo: calor e luz…

Ver com clareza

Sentir-se confortado

PALAVRA -At 2,
1-11.14.
22-24.
32-33

EXPRESSÃO DE FÉ – «Senhor, enviai o vosso espírito que renove a face da terra»

“Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis”

COMPROMISSO – Propor a invocação do Espírito Santo a alguém

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Preparar o texto das leituras em folhas para uso dos leitores

Preparar os pedaços de papel para os cartões suporte da oração; garantir a recolha dos cartões antes da catequese 25 começar

CATEQUESE 25

OBJECTIVOS - Descobrir a Igreja como “comunidade” dos discípulos reunidos à volta de Jesus, animados pelo Espírito do Senhor Ressuscitado.

- Perceber qual é a missão da Igreja: dar testemunho da proposta salvadora e libertadora de Jesus em toda a terra.

- Sentir alegria a alegria de, também nós, fazermos parte dessa “família”, por sermos membros do “Corpo de Cristo”.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – Para quem preparámos os cartões com a oração? O que nos liga a essas pessoas?

A família, espaço de comunhão

PALAVRA -Recordar

At 2, 42-47

1 Cor 12, 12-27

EXPRESSÃO DE FÉ – «Somos a Igreja de Cristo»

“Juntos como irmãos, membros de uma Igreja, vamos caminhando ao encontro do Senhor”

COMPROMISSO – Entregar o cartão com a oração do Espírito Santo.

Ler a pág.108 do cat. e assinar o seu compromisso como membro da Igreja de Cristo.

Pensar o que pode fazer na Igreja

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Recolher os cartões da oração

O texto da Palavra deve ser cautelosamente preparado, pois é complexo

Tirar e imprimir uma foto do grupo

CATEQUESE 26

OBJECTIVOS - Recordar que, pelo Baptismo, nascemos para uma vida nova: escolhemos viver por Cristo, com Cristo, em Cristo e para Cristo; e recebemos esse mesmo Espírito que animou Jesus, a fim de vivermos de acordo com a sua proposta.

- Descobrir que o Baptismo é a porta de entrada na comunidade cristã, o rito através do qual passamos a ser membros da Igreja.

Sentir-se feliz por ser baptizado e por integrar a comunidade de Jesus.

- Sentir vontade de viver de acordo com essa Vida nova recebida no Baptismo.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – A água, fonte de vida:

Fecundidade

Renovação,

Purificação

PALAVRA -Jo 4,13-14

Mt 28,
19-20

At 8,26-39

EXPRESSÃO DE FÉ – Prenunciação e profissão de fé baptismal

(adaptada às circunstâncias)

COMPROMISSO – Comprometer-se com a sua fé (BC)

Continuar a rezar ao Espírito Santo

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Preparar os materiais a usar na

Experiência Humana

Preparar a eucaristia que será Experiência Humana da catequese 27 e convocar as famílias

CATEQUESE 27

OBJECTIVOS – Aprofundar a ideia de que, ao longo da sua caminhada pela história, a comunidade dos discípulos é alimentada pela Palavra de Deus e pelo Pão descido do céu para dar a Vida ao mundo.

- Perceber em que sentido essa Palavra e esse Pão edificam a Igreja e ajudam os discípulos na caminhada.

- Descobrir a importância de participar na celebração eucarística, de escutar essa Palavra e de receber esse Pão

EXPERIÊNCIA

HUMANA – A Eucaristia e o caminho de catequese e conversão que a esta nos conduziu (revisão da BC: registos das cat.14 a 27)

PALAVRA -Mt 4, 1-4

Lc 24,
13-35

EXPRESSÃO DE FÉ – Bendito, bendito sejas, Cristo meu Senhor,

pela Eucaristia

«Não podemos caminhar»

COMPROMISSO – Como a Palavra me dá forças …

O que o Pão que Jesus repartiu no meu caminho me oferece? (BC)

Participarmos na eucaristia

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Estudar as catequeses sobre a eucaristia nos Guias 3 e 4

Empenhar-se em conseguir a presença regular das crianças na eucaristia

Preparar a

Reunião de Pais

CATEQUESE 28

OBJECTIVOS – Perceber que os discípulos de Jesus não estão sozinhos no seu caminho pela história: Deus acompanha-os, oferecendo-lhes a cada passo a Vida e a salvação.

- Perceber que o mal que encontramos no caminho, esse mal que nos magoa e faz sofrer, não é a última palavra, nem deve condicionar as nossas escolhas e opções.

- Aprender a olhar o mundo e a vida com a esperança que vem da presença de Deus na nossa vida e da certeza da nossa vitória sobre o mal.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – O nosso caminho de catequese ensina-nos a ter esperança

(revisão das catequeses de todo o ano: catecismo pp. 126 e 127.)

PALAVRA -Jo 14,
18-19

Mt 28, 20

Ap 1,
17-18

EXPRESSÃO DE FÉ – «Senhor Deus,

obrigado»

 Salmo 121

Descobrir e esperança

COMPROMISSO – Uma obra de arte que ilustra

Apo 1, 17-18

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Ter em consideração que as catequeses28 a 30 constituem uma unidade que deve ser preparada em conjunto.

Preparar o retiro e a CELEBRAÇÃO; enviar os convites.

Garantir a presença dos vários colaboradores no retiro e na Celebração.

CATEQUESE 29

OBJECTIVOS – Compreender que a nossa existência não se esgota nesta terra: somos um Povo que caminha pela vida e pela história ao encontro da “nova Jerusalém”, a cidade onde está a nossa “casa” definitiva.

- Perceber que não temos dados para “pintar” com pormenores o cenário dessa “casa” que nos espera, mas sabemos que aí viveremos em total comunhão com Deus, numa felicidade que não terá fim.

- Olhar com naturalidade e serenidade para esse horizonte último, sentir vontade de começar, desde já, a prepará-lo.

EXPERIÊNCIA

HUMANA – Depois da viagem, desejamos regressar a casa.

Invocar o Espírito Santo, que ilumina o nosso caminho.

Deus chama-me a…

PALAVRA -Heb 11, 13-16

Apo 21, 3

Apo 22,
1-3

EXPRESSÃO DE FÉ – “Não temos nesta terra uma casa para sempre; caminhamos para ti, Senhor!”

«Ide amigos,

pelo mundo»

COMPROMISSO – Celebração do Sacramento da Reconciliação e preparação da Celebração da Esperança.

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Preparar e levar a cabo o retiro de um dia, elaborando os materiais da Celebração com as crianças e planeando e ensaiando a Celebração.

Preparar os diplomas e os cadernos de notas «Exploradores de Deus»

CATEQUESE 30

OBJECTIVOS – Tomar consciência da caminhada de fé feita ao longo do ano.

- Constatar que a história da salvação é uma história onde, em cada momento e a cada passo, se manifesta o imenso amor de Deus pela humanidade.

- Celebrar e louvar Deus, que nos ama, reconhecendo as «razões da nossa esperança».

EXPERIÊNCIA

HUMANA – O nosso caminho de catequese

PALAVRA -1 Pe 3,
13 – 17

Evangelho do dia

EXPRESSÃO DE FÉ – A razão da nossa esperança

«O Senhor conduz a marcha deste mundo»

COMPROMISSO – Assumir um compromisso de trabalho na comunidade.

Fazer parte dos «Exploradores de Deus» que se dedicam a descobrir a presença de Deus no mundo e na vida.

PLANIFICAÇÃO DE ACTIVIDADES – Concluir a Celebração com um convívio aberto à comunidade.



Semana da Educação Cristã – Nota Comissão Episcopal

Familia, Transmissão e Educação da Fé

      “ A família é a primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades têm necessidade… A família é a primeira, mas não a única e exclusiva comunidade educativa” ( João Paulo II, FC  ns 36 e 40).

      “A família, como a Igreja, tem por dever ser um espaço onde o Evangelho é transmitido e de onde o Evangelho irradia… Os pais não somente comunicam aos filhos o Evangelho, mas podem receber deles o mesmo Evangelho profundamente vivido” (Paulo VI, EN n.71).

 

1. O que entre nós era uma realidade há umas dezenas de anos, tornou-se hoje uma preocupação, muitas vezes sem grande eco nas pessoas mais responsáveis, dado o seu papel de interventores necessários num processo importante da vida. Trata-se da missão da família cristã no processo educativo dos filhos e na transmissão e educação da fé, assumida como dever e encargo. Trata-se, ainda, de a família assumir o seu lugar, como espaço de valores morais, de oração, reconciliação, abertura a projetos de vida e a compromissos apostólicos.

A sociedade mudou e, nela, o processo de mudança continua imparável. A família, parte viva da sociedade, também mudou, e a mudança afeta o relacionamento dos seus membros, a compreensão das suas tarefas, a ocupação e o trabalho fora de casa, a disponibilidade de tempo e de vontade para os serviços normais do seu dia a dia, o embate com leis civis que não a respeitam, antes a agridem, a dificuldade de reagir, de modo ativo e em rede organizada com outras famílias, à invasão opressora de ideias e de comportamentos que lhes são alheios. Sem deixarem de influir em todos, as mudanças tocam, de modo especial, os mais novos.

Deste modo, a família tem mais dificuldade em se encontrar como família, e, também, como família cristã, diminuindo, sempre mais, a sua capacidade para responder aos novos desafios que se lhe põem e para realizar as suas tarefas fundamentais. Se este processo não for contrariado, a família vai-se tornando, pouco a pouco, uma instituição frágil, desagregada e socialmente irrelevante.

2. AIgreja acredita no desígnio de Deus sobre a família, sabe o significado e o alcance do sacramento do Matrimónio, conhece e defende a importância da família em ordem à vida dos seus membros, o seu papel na sociedade e a sua missão na Igreja, considerando a instituição familiar como célula fundamental da sociedade, e a família cristã como uma “Igreja doméstica”. Em virtude desta fé e desta convicção, no contexto social e cultural atual, a Igreja olha a família com amor e atenção, luta pela sua defesa, empenha-se na reconstrução da sua identidade e verdade, ajuda-a a realizar, por meios diversos, as suas tarefas essenciais.

Uma destas tarefas da família, de importância decisiva para a sociedade e para a Igreja, é o dever irrenunciável dos pais da educação dos seus filhos em todos os aspetos e da transmissão da fé, não só no seu espaço próprio, mas até onde se pode estender a sua capacidade de intervenção.

 A tarefa educativa, nos aspetos fundamentais, a família nunca a realizou sozinha. Por isso, não pode estar ausente onde ela se processa, seja nos espaços normais do lar, na escola e na comunidade cristã. Aí se deve sentir a sua colaboração efetiva, dada e aceite, com os muitos intermediários indispensáveis, professores e demais educadores de todos os níveis.

3. Aeducação da fé, iniciada no seio da família cristã, como abertura a Deus e primeira aprendizagem de palavras e gestos religiosos significativos, é continuada, depois, nos outros espaços de vida da criança que vai crescendo: o jardim  de infância, a catequese paroquial, a escola dos diversos ciclos. Para muitas crianças, adolescentes e jovens, também se faz nos movimentos e grupos apostólicos de sentido eclesial. Aí se transmitem valores morais para a vida, se proporciona ocasião para o aprofundamento da fé, a abertura ao apostolado, a opção vocacional e o serviço aos outros, dimensão normal e indispensável da vida cristã.

4. Nesta Semana Nacional de Educação Cristã, queremos sublinhar a importância da ligação entre família e educação da fé. Sabemos que muitos pais continuam, neste campo, atentos e colaborantes, conscientes do seu dever de educadores principais dos seus filhos. Queremos apoiá-los e dizer-lhes quanto nos alegra este seu empenhamento, pedindo-lhes que não desistam nunca e que ajudem outros pais a agir de igual modo.

Não deixamos, porém, de estar atentos às famílias que continuam a dizer-se cristãs, mas que, conservando uma expressão religiosa tradicional, deixaram empobrecer a sua ligação a Deus e à Igreja, uma atitude que, em alguns a aspetos, acaba por atingir os seus filhos. Chegam agora à catequese crianças sem qualquer iniciação cristã, e sentem-se, a partir daí, omissões em ordem ao seu acompanhamento e ao cuidado da sua formação moral e religiosa nas escolas. Catequese na paróquia e aula de Educação Moral e Religiosa nas escolas são atos complementares, que não se substituem um ao outro. Não esquecemos que o dia a dia de muitas famílias é hoje complexo e difícil, por razão dos horários de trabalho e do trabalho longe de casa que proporcionam pouco tempo com os filhos, das exigências materiais, indispensáveis para ir ao encontro das necessidades familiares. Uma ordenação das prioridades, o aproveitamento dos fins de semana para a família, o recurso a outros membros da família, como os avós quando estão por perto, podem ajudar na educação e transmissão da fé. Os filhos que frequentam a catequese e as aulas de educação moral e religiosa podem ser também uma ocasião para que os pais reatem a vida cristã e se integrem na vida da Igreja.

5. O programa da catequese paroquial, ao longo de dez anos, e o do ensino religioso nas escolas ao longo de doze anos, precedidos ambos do despertar da fé no seio da família e no Jardim de Infância, não dispensam a participação possível dos pais no processo educativo, bem como a sua colaboração com os agentes diretos desta ação, catequistas, professores,  educadores e animadores. Vamos agora dar uma atenção especial à catequese familiar, com a preocupação de apoiarmos os pais e os filhos nesta tarefa. Se falarmos, mais concretamente, do Ensino Religioso nas Escolas, o contexto atual exige mútua colaboração entre pais e professores de Educação Moral e Religiosa e a própria escola. Torna-se, então, mais exigente a atenção a prestar ao processo das matrículas, ao desenvolver do projeto educativo, à qualidade dos valores que nele se transmitem ou não, bem como às iniciativas complementares promovidas na escola.

Os filhos são a maior riqueza dos pais e a educação é o meio indispensável para os ajudar a crescer e a prepararem-se para uma vida feliz, como protagonistas responsáveis e participativos. O dever da presença e do estímulo no tempo da formação humana e religiosa dos filhos, é, para os pais, uma expressão de fidelidade ao amor que os gerou e os educa.

6. É fundamental que as necessidades educativas e espirituais das famílias sejam consideradas nos projetos pastorais das comunidades cristãs e nos projetos educativos das escolas, concretamente na perseverança e criatividade colocadas no acolhimento, no acompanhamento e nas oportunidades de formação oferecidas aos pais e outros familiares.

Saudamos, com alegria, todas as famílias e todos quantos, nas escolas e nas paróquias, se dão por inteiro à causa da educação.

Desejamos que esta Semana Nacional de Educação Cristã constitua um estímulo e um contributo para as famílias cristãs e para as comunidades educativas, paróquia e escola, de modo a que a catequese e o ensino religioso, com a colaboração necessária dos pais, dos catequistas e dos professores de Educação Moral e Religiosa, constituam um contributo valioso na formação humana e cristã das crianças e dos jovens.

Lisboa, 15 de setembro de 2011

Comissão Episcopal da Educação Cristã



5º catecismo novo

Rev.mo Sr. Padre,
Ex.mo/a Sr.(a)

Catequista,

Enquanto a Fundação

Secretariado Diocesano

da Educação Cristã não

nos envia o novo 5º

catecismo, pode

desfolhar algumas das

suas páginas em

http://www.educris.com/

cgi-bin/livro.pl?id=EFE

EAFyZZZMsqZcUsU; e

conhecer o seu plano

pedagógico (em anexo

*.doc e *.pdf).